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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

WORKAHOLIC EU?


Workaholic é uma expressão americana que designa coloquialmente uma pessoa viciada em trabalho. É uma variação da palavra alcoholic (alcoólatra).




As pessoas viciadas em trabalho sempre existiram, no entanto, esta última década acentuou sua existência motivada pela alta competitividade, vaidade, ganância, necessidade de sobrevivência ou ainda alguma necessidade pessoal de provar algo a alguém ou a si mesmo(a).



Como resultado da influência de uma pessoa viciada em trabalho pode-se perceber geralmente alguns fatos interessantes: o primeiro deles é que este tipo de pessoa geralmente não consegue se desligar do trabalho mesmo fora dele, acaba por deixar de lado seu parceiro(a), filhos, pais, amigos. Os seus melhores amigos passam a ser aqueles que de alguma forma tem ligação com seu trabalho.




De outro lado, este tipo de pessoa sofre por trazer para si uma qualidade de vida muito ruím, pois as pressões do dia-a-dia e a auto-estima exagerada fazem com que este tipo de profissional tenha insónia, surtos de mau-humor, impotência, atitudes agressivas em situações de pressão ou desconformidade (com os resultados que ele esperava) e pode chegar a causar depressão, entre outros efeitos nocivos.



Mas uma das mais severas consequências é o medo de fracassar. Este medo condiciona e impulsiona o viciado a tentar cada vez mais forte e mais concentrado na busca por resultados. A palavra fracasso causa arrepios neste profissional.



segunda-feira, 26 de outubro de 2009

"O jornal e suas metamorfoses"


"Um, senhor pega um bonde após comprar o jornal e pô-lo debaixo do braço. Meia hora depois, desce com o mesmo jornal debaixo do braço.

Mas já não é o mesmo jornal, agora é um monte de folhas impressas que o senhor abandona num banco de praça.

Mal fica sozinho na praça, o monte de folhas impressas se transforma outra vez em jornal, até que um rapaz o descobre, o lê e o deixa transformado num monte de folhas impressas.

Mal fica sozinho no banco, o monte de folhas impressas se transforma outra vez em jornal, até que uma velha o encontra,  lê e o deixa transformado num monte de folhas impressas. A seguir, leva-o para casa e no caminho aproveita-o para embrulhar um molho de celga, que é para o que servem os jornais após essas excitantes metamorfoses."

Julio Cortázar

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

"O Refúgio"


O que faz de uma casa um lar? E o que faz de um lar o ponto mais importante do seu mapa sentimental? Sinta-se em casa



Depois de uma rotina frenética e cheia de compromissos, repleta de reuniões, de mexericos e burocracias, de trânsito sem fim, de apertos de mão, de envio de emails e de fechamento de relatórios, não tem nada melhor que poder, enfim, chegar em casa. Poucas horas do dia são mais prazerosas que esta: de colocar a chave na fechadura, girar a maçaneta, respirar fundo e perceber que se está de volta ao lar, doce lar. Parece que em nenhum outro lugar do mundo somos tão bem-vindos e nos sentimos tão reconfortados quanto em nossa morada. E não é só uma percepção. Realmente é nela que retomamos o contato com o nosso eu mais autêntico, que estava escondido nos bastidores esperando só que o dia acabasse. De todos os endereços, é ali na rua não sei das quantas, número tal, que você tem um lugar só seu – mesmo que o divida com algumas pessoas. É na sua privacidade que você pode se jogar no sofá, estender as pernas e, por uns instantes, dar as costas para o mundo. Pode entrar. Tire o sapato e fique à vontade. A casa é sua.

Abrigo para o corpo



No princípio eram as pedras. E, há alguns milhares de anos, nossos ancestrais as ergueram com as mãos para construir abrigos. Com o tempo, começaram a levantar coberturas utilizando ramos de árvores, a cavar grutas nos montes e a imitar os ninhos dos pássaros, com barro e ramos. As casas se tornaram o lugar que nos protege do ambiente em que vivemos: é lá que estamos seguros, resguardados do frio, da chuva... Mas o conceito de casa como conhecemos hoje surgiu no Império Romano, com as construções de madeira e barro, bastante semelhantes às cabanas e choupanas.


Um dos maiores arquitetos desse período, o romano Marcos Vitrúvio foi o primeiro a teorizar sobre a essência da casa. Para ele, ela estava justamente na lareira, cujo fogo era o elemento inseparável das cabanas rústicas. Em seu tratado De Architectura, ele relata que com o fogo surgiram entre os homens as reuniões, as assembleias e a vida em comum.  E também a convivência doméstica. A palavra lar é uma corruptela de lareira. Tem a ver com o conceito do fogo de unir ao seu redor todos os integrantes de um laço familiar, sendo, de modo figurativo, um manto que aquece, aproxima e protege todos os seus integrantes.

Refúgio para a alma


Essa proteção pura e simples ganhou uma relação afetuosa com o passar dos séculos. Nossa casa não é só um local em que estamos protegidos fisicamente – é um lugar no qual gozamos de pleno conforto emocional. Saber que temos onde morar, deixar nossos pertences e viver nossa vida íntima nos dá uma segurança tremenda. Porque a moradia representa o controle que temos sobre nossa vida privada. Se somos donos de uma casa, aquele espaço nos é assegurado por direito. Ninguém pode contrariar nossa vontade. É por isso que a segurafnça emocional está tão ligada ao “sonho da casa própria”. Sem um lugar para chamar de nosso, nos sentimos vulneráveis, sem controle de nossa vida. Temos a ilusão de que só no lar estaremos a salvo. É a proteção da nossa incerteza da existência, como dizia Sigmund Freud.



Já outro ramo recente da psicologia tratou de estudar a relação do ser humano com o ambiente em que vive. A psicologia ambiental defende que, ao mesmo tempo que o homem modifica o meio, é também modificado e influenciado por ele. Dessa forma, a casa em que vivemos tem um papel importante no desenvolvimento de nossa personalidade. Ela é a extensão do nosso “eu”. Essa relação começa ainda na infância. Quem não tem aquela lembrança boa de um lugar da casa em que tenha morado quando pequeno? O quintal dos fundos, aquele esconderijo debaixo do tanque, a bagunça da garagem. As primeiras impressões afetivas de um indivíduo surgem na infância, geralmente no lar, que é o lugar em que passamos mais tempo quando somos bebês. Por isso o conceito de lar está tão ligado à família em nossa mente, do Laboratório de Psicologia Ambiental da Universidade de Brasília.

LIVROS



A Arquitetura da Felicidade, Alain de Botton, Rocco A Casa, Jorge Marão Carnielo Miguel, Imesp

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

"Eco e Narciso'






"Eco era uma bela ninfa, amante dos bosques e dos montes, onde se dedicava a distrações campestres. Era favorita de Diana e acompanhava-a em suas caçadas. Tinha um defeito, porém: falava de mais e, em qualquer conversa ou discussão, queria sempre dizer a última palavra.


Certo dia, Juno saiu à procura do marido, de quem desconfiava, com razão que estivese se divertindo entre as ninfas. Eco, com sua conversa, conseguiu entreter a deusa, até as ninfas fugirem. Percebendo isto, Juno a condenou com estas palavras:

- Só conservarás o uso dessa língua com que me iludiste para uma coisa de que gostas tanto: responder. Continuarás a dizer a última palavra, mas não poderás falar em primeiro lugar.

A ninfa viu Narciso, um belo jovem, que perseguia a caça na montanha. Apaixonou-se por ele e seguiu-lhe os passos. Quanto desejava dirigir-lhe a palavra, dizer-lhe frases gentis e conquistar-lhe o afeto! Isso estava fora de seu poder, contudo. Esperou, com impaciência, que ele falasse primeiro, a fim de que pudesse responder. Certo dia, o jovem, tendo se separado dos companheiros, gritou bem alto:

- Há alguém aqui?
- Aqui - respondeu Eco.

Narciso olhou em torno e, não vendo ninguém, gritou:

- Vem!
- Vem! - respondeu Eco.
- Por que foges de mim? - perguntou Narciso

Eco respondeu com a mesma pergunta.

- Vamos nos juntar - disse o jovem.
A donzela repetiu, com todo o ardor, as mesmas palavras e correu para junto de Narciso, pronta a se lançar em seus braços.
- Afasta-te! - exclamou o jovem, recuando. - Prefiro morrer a te deixar possuir-me.
- Possuir-me - disse Eco.


Mas foi tudo em vão. Narciso fugiu e ela foi esconder sua vergonha no recesso dos bosques. Daquele dia em diante, passou a viver nas cavernas e entre os rochedos das montanhas. De pesar, seu corpo definhou, até que as carnes desapareceram inteiramente. Os ossos transformaram-se em rochedos e nada mais dela restou além da voz. E, assim, ela ainda continua disposta a responder a quem quer que a chame e conserva o velho hábito de dizer a última palavra.

A crueldade de Narciso nesse caso não constituiu uma exceção. Ele desprezou todas as ninfas, como havia desprezado a pobre Eco. Certo dia, uma donzela que tentara em vão atraí-lo implorou aos deuses que ele viesse algum dia a saber o que é o amor e não ser correspondido. A deusa da vingança (Nêmesis) ouviu a prece e atendeu-a.

Havia uma fonte clara, cuja água parecia de prata, à qual os pastores jamais levavam os rebanhos, nem as cabras monteses freqüentavam, nem qualquer um dos animais da floresta. Tmabém não era a água enfeada por folhas ou galhos caídos das árvores; a relva crescia viçosa em torno dela, e os rochedos a abrigavam do sol. Ali chegou um dia Narciso, fatigado da caça, e sentindo muito calor e muita sede. Debruçou-se para desalterar-se, viu a própria imagem refletida e pensou que fosse algum belo espírito das águas que ali vivesse. Ficou olhando com admiração para os olhos brilhantes, para os cabelos anelados como os de Baco ou de Apolo, o rosto oval, o pescoço de marfim, os lábios entreabertos e o aspecto saudável e animado do conjunto. Apaixonou-se por si mesmo. Baixou os lábios, para dar um beijo e mergulhou os braços na água para abraçar a bela imagem. Esta fugiu com o contato, mas voltou um momento depois, renovando a fascinação. Narciso não pôde mais conter-se. Esqueceu-se de todo da idéia de alimento ou repouso, enquanto se debruçava sobre a fonte, para contemplar a própria imagem.

- Por que me desprezas, belo ser? - perguntou ao suposto espírito.
- Meu rosto não pode causar-te repugnância. As ninfas me amam e tu mesmo não parece olhar-me com indiferença. Quando estendo os braços, fazes o mesmo, e sorris quando te sorrio, e respondes com acenos aos meus acenos.

Suas lágrimas cairam na água, turbando a imagem. E, ao vê-la partir, Narciso exclamou:

- Fica, peço-te! Deixa-me, pelo menos, olhar-te, já que não posso tocar-te.

Com estas palavras, e muitas outras semelhantes, atiçava a chama que o consumia, e, assim, pouco a pouco, foi perdendo as cores, o vigor e a beleza que tanto encantara a ninfa Eco. Esta se mantinha perto dele, contudo, e, quando Narciso gritava: "Ai, ai", ela respondia com as mesmas palavras. O jovem, depauperado, morreu. E, quando sua sombra atravessou o Estige, debruçou-se sobre o barco, para avistar-se na água.

As ninfas o choraram, especialmente as ninfas da água. E, quando esmurravam o peito, Eco fazia o mesmo. Prepararam uma pira funerária, e teriam cremado o coprpo, se o tivessem encontrado; em seu lugar, porém, só foi achada uma flor, roxa, rodeada de folhas brancas, que tem o nome e conserva a memória de Narciso.


Milton faz alusão à história de Eco e Narciso, na canção da Dama, do poema "Comus". A Dama, procurando os irmãos na floresta, canta, para atrair-lhes a atenção:

Ó Eco, doce ninfa que, invisível,

Vives nas verdes margens do Meandro

E no vale coberto de violetas,

Onde ao luar o rouxinol te embala,


Com seu canto nostálgico e suave,

Dois jovens tu não viste, por acaso,

Bem semelhantes, Eco, ao teu Narciso?

Se, em alguma gruta os escondeste,

Dize-me, ó ninfa, onde essa gruta está

E, em recompensa, subirás ao céu.

E mais graça darás, ó bela ninfa,

À Celeste harmonia em seu conjunto!



Além disso, Milton imitou a história de Narciso na descrição, que põe na boca de Eva, acerca de sua impressão, ao ver-se, pela primeira vez, refletida na fonte:

Muitas vezes relembro aquele dia

Em que fui despertada a vez primeira

Do meu sono profundo. Sob as folhas

E as flores, muitas vezes meditei:

Quem era eu? Aonde ia? De onde vinha?

Não distante de mim, doce ruído

De água corrente vinha. De uma gruta


Saía a linfa e logo se espalhava

Em líquida planície, tão tranqüila

Que outro céu tranqüilo parecia.

Com o espírito incerto caminhei e fui

Na verde margem repousar do lago

E contemplar de perto as claras águas

Que eram, aos meus olhos, novo firmamento.

Ao debruçar-me sobre o lago, um vulto

Bem em frente de mim apareceu

Curvado para olhar-me. Recuei

E a imagem recuou, por sua vez.

Deleitada, porém, como que avistava

Novamente eu olhei. Também a imagem

Dentro das águas para mim olhou,

Tão deleitada quanto eu, ao ver-me.

Fascinada, prendi na imagem os olhos

E, dominada por um vão desejo,

Mais tempo ficaria, se uma voz

Não se fizesse ouvir, advertindo-me:

"És tu mesma que vês, linda ciatura."




terça-feira, 20 de outubro de 2009

"Hoje eu só quero que o dia termine bem..."






E para isso as vezes é necessário silenciar: as plavras, os pensamentos, os atos e a alma.... Silenciar e escutar o vazio que vem da alma.


Vazios de alma sempre são doloridos, mas necessários ao amadurecimento e as buscas dos porques da vida, buscas sem fim...

Há um mes fiz um exercício de costurar a boca da alma, e hoje sinto a necessidade de costurar a boca fisica... calar e aguardar os acontecimentos...

Lembro de uma sábia me dar a seguinte frase à meditar: "... Se a palavra vale prata, o silêncio vale ouro..."


Na época pratiquei essa meditação, confesso q passei a ter medo dessa frase, coloquei-a de lado, guardada no fundo do armário das memórias.
Frase boba e ao mesmo tempo poderosa.
Foi quando percebi pela primeira vez que o silêncio incomoda.


Infelizmente não estamos acostumados a respeitar o nosso tempo, quanto mais o tempo do outro... por isso as coisas vem e vão.... passam e as vezes não nos damos conta do que ocorreu....

Ah! As mudanças, outra palavrinha conflituosa,  toda mudança causa certo desconforto e requer coragem para continuar. Em alguns casos não lido bem com a situação acabo rejeitando, me retraindo e sofrendo mais que deveria, o que não passa de medo.....


Medo - quem não tem? Medo do novo, do inesperado, das surpresas da vida... temos medo até de filmes de terror, não teremos da vida por que?

Covardia de de olhar o futuro, ou simplesmente fechar os olhos e deixar a vida levar, estamos acostumados a sermos donos de nossas próprias rédeas, pois é... tenho que aprender que não sou dona de nada, muito menos do meu nariz... Consigo caminhar de olhos vendados pela mata, mas nao consigo deixar a alma me guiar no dia-a-dia



Refletir sobre a vida, pensar, observar os pontos de vistas  me desgastam, angustiam, causam insônia, depressão, tudo porque ainda não aprendi a esquecer os "porques" que tanto procuro...preciso meditar, relaxar e equilibrar a vida .... Soltar a criatividade e rever conceitos... ter menos medo de me lançar de braços abertos à vida....


Criatividade - essa é a palavra que tenho que aprender a buscar, transformar o velho no novo, o ontem no hoje, e deixar a vida me levar e a alma seguir seu rumo, pois ela sabe onde para onde vai.  Para ela não existem limites de tempo, muito menos de espaço.

Tenho que aprender a ser mais livre, leve e solta; esquecer todas as programações que firam feitas desde que aprendemos o bê-a-bá. É dificl, pois tem dias em que acordamos achando que tudo o que fazemos está errado... C'esta la vie....


domingo, 18 de outubro de 2009

"Ontem foi dia de tensão..."

Vou tentar traduzir os sentimentos de ontem...


Amanheci na expectativa da apresentação...

Tempo feio, chuva, frio, preguiça e intolerância geral... Inclusive com os atrasos.

Queria ficar em casa debaixo do cobertor, vendo tv, quietinha, queria minha cama grande, macia,quentinha e cheirosa...

Para que sair de casa? Ai, ai, ai, tenho que sair pois tenho compromisso - com meus colegas de peça...não posso deixar as pessoas na mão... vamos apresentar parte da peça para a Cininha hoje, espero que, apesar do péssimo tempo, tudo corra bem...Pelo menos, estou com meu texto decorado... vamos ver o que dá...

Eu sabia que hoje eu tinha que ficar em casa!!! Confusão, muita gente apresentando, atraso e mais atraso.... detesto ficar esperando, detesto perder tempo, detesto ter que ir para rua com chuva e frio - acho que deveriam decretar feriados nos dias: chuvosos, de frio, ensolarados e  nos dias em que amanhecemos mau humorados, doentes, com preguiça, ou felizes demais....

Tivemos que começar a passar o texto do lado de fora da escola, pois todas as turmas estavam sendo avaliadas e as turmas da manhã ainda estava ocupando todas as salas da escola...


Para não perdermos mais tempo esperando a liberação de nossa sala de aula, resolvemos bater texto com as pessoas presentes, do lado de fora mesmo... Os transeutes, paravam para assistir os improvisos e riam das palhaçadas...bom sinal!!!! se riram sem assistirem as piadas na integra, imaginem o que nos espera ...

Alguns ficaram com vergonha e outros sem vergonha alguma.... eu era uma das desavergonhadas, gosto desse apelido - desavergonhada - pois no fundo gosto de chamar atenção, mas a timidez me impede de ser desinibida...não foi atoa que aderi ao teatro, para ter onde me expor adequadamente e inadequadamente....kkkk...


Começamos, mais uma vez, pela parte em que Dona Dadá entra falando com a plateia...detesto quando isso acontece, pois sempre fico muito nervosa e acabo esquecendo todo o texto, (como preciso voltar para as aulas da Tia Katia Campelo e lembrar o que fazer quando dá branco) todos que contracenam com ela ficaram nervosos ao perceber que a velhinha realmente precisa fazer um teste de memória, pois a mesma anda fraquíssima... Poxa eu estudei essa semana toda,  sei o texto, ou pelo menos sabia.

Ih!Deu branco, a desculpa foi a de que não estavamos no nosso ambiente de ensaios...sei que deveria estar preparada para tudo, mas nunca estou, sempre dá um frio na barriga, baixa vergonha, o coração dispara... É muita responsabilidade começar e finlizar uma peça... A sorte é que Dona Dadá, existe, é real e sobrevive a qualquer branco...

Liberaram a sala de vídeo e fomos para a minúscula sala ensaiar...dessa vez não esqueci nada...parecia que a velhinha do filme Madagascar II tinha baixado em mim,  parecia uma nona mafiosa....kkkk....malvadona ou maluca?!?!?!.....

Se depender de mim essa velha eblouquecerá todo mundo....kkkk....matará todo mundo.....kkkk....nem que seja de rir.....ela é uma mistura de Madagascar com Deu a louca na chapeuzinho vermelho e vários filmes e programas humoristico que assisti sobre velhinhas...

Liberaram nossa sala....voltamos aos ensaios em nosso espaço real...ufa! estava tudo muito apertado e confuso...todos nervosos e envergonhados....

Uma coisa é passarmos o texto com as mesmas pessoas com as quais estamos acostumadas, outra é passar texto com gente que nunca vimos na vida assistindo... afinal de contas existem piadas desconcertantes para um ou outro encenar a luz do dia, cara a cara com as pessoas e praticamente no meio da rua...

Passamos a Cena 01 - que está legal, tudo na ponta da lingua e time perfeito - e a CENA 2, que ainda está uma porcaria, da-lhe esporro....Tia Si ainda fica muito nervosa, traumatizada com o ano passado  - sem comentários....

16:00pm - horário marcado para nossa apresentação para a Cininha.

Muita merda para todos!!!!  Vamos lá....

Fudeu!!! Fudeu!!! Fudeu!!! Vai começar comigo, muuuuito nervosa...quando começa com os outros, fico mais tranquila, afinal são 15 pessoas a entrar antes de mim, dá tempo de sobra para ficar nervosa e des ficar...cara limpa, luz acesa, frente a frente com a Cininha...Dona Dadá por favor incorpora logo, vaiiiii, andaaaaa porcaria, tira a vergonha daí e vaiiiii!!!

Pronto! baixou Dona Damiana Pereira Sampaio Malafaia Teresinha Augusta Riolo Albuquerque Imaculada Conceição de Jesuuuuiiiiiissssss.....UFA!!!!!!

A apresentação foi ótima e ainda temos tempo de sobra para trabalhar e deixa-la PERFEITA!!!!! Melhor ainda....a Cininha gostou....riu com as piadas.....o que é difícil, ela é super exigente principalmente com comédia, que é o forte dela...... realmente deveriamos internar a Tia Sí......Excelente sinal....dessa vez a peça sai com total apoio da Dama de Ferro da comédia...


Aproveito para parabenizar a todos que fizeram da apresentação de ontem um verdadeiro espetáculo...Vocês foram D+.... Obrigada por todo apoio, sei que meu texto não está afiadinho, mas fiquei muuuiiito tranquila e deu para improvisar sem deslizar....Obrigada Tia Sí por suas puxadas de Orelha......Obrigada Cininha por sua generosidade.....



E assim terminou meu sábado, Feliz da Vida por ter dado tudo muuuuito certo!!!!!!

sábado, 17 de outubro de 2009

TPM




Pensei em colocar apenas a imagem acima, pois ela traduziria bem o dia de hoje...

Acordei sem ânimo nenhum, alias o ânimo continuou dormindo, enquanto eu já estava com as responsabilidades pipocando na cabeça...ele hoje queria ficar na cama curtindo uma bela TPM, mas como tinhamos duas reuniões importantes, dei uma sacudida e obriguei-o a deixar a cama no lugar e me acompanhar, para termos um bom dia!
Problema por problema, prefiro resolver meu prblema com ele depois, afinal de contas temos o fim de semana inteiro para nos acertarmos... Levando-se ainda em consideração que tanto eu quanto ele odiamos som de telefone, por mais bonitinho que seja, consegui convence-lo de que me acompanhar seria a melhor opção para hoje e fomos à lida, sem reclamar.
Por incrivel que pareça tudo correu na mais perfeita ordem, tão bem que sequer lembramos de almoçar - passei o dia todo em reunião, não almoçei, não tive enxaqueca e não senti fome. Terminei o dia com todos os problemas resolvidos, todos satisfeitos, inclusive eu e meu humor, que apesar de termos (eu e meu bom humor) cheguado em casa na hora em que William e Fátima  estavam dando BOA NOITE, com fome e mega cansada, ele - o bom humor - ainda estava ao meu lado...
Resumo do dia profissional = PRODUTIVO (bem que todos os dias podiam ser assim)...

 
Para não passar em branco... vão alguns comentarios....

Sentei para jantar e assistir o JN: a segunda matéria ainda falava sobre o menino que havia percorrido 60Km (ao vivo) preso dentro do balão...PASMEM... ERA UMA FARSA!!!! Além de já terem descoberto (ontem mesmo) que  menino tinha ficado dentro da garagem, hoje em uma entrevista ao vivo a criança confessou que os pais planejaram o SHOW!!!!!...kkkk....Parece piada, mas é a mais pura realidade....


Não adianta....CRIANÇAS SÃO AUTÊNTICAS....mais cedo ou mais tarde elas acabam falando a verdade, por simplesmente serem autênticas....kkkkk.....

Temos muito o que aprender com esses pequeninos, eles são muito naturais, quando perguntados eles respondem. Sempre ouviremos a verdade da boca de uma criança....


Infelizmente vivemos em um mundo que não valoriza certas posturas, essa criança, (depois dessa) certamente aprenderá que nunca deverá ser tão autêntica, o que é uma pena, pois deveriamos aprender e não disvirtua-los, mas apesar de tudo, ainda acredito em um mundo melhor, onde não haverá máscaras de conveniências, onde não precisaremos vesti-las para sobreviver.



Temos que aprender a valorizar menos as aparências e valorizar mais o ser humano com todos os seus defeitos,  mas enquanto tivermos mácaras de conveniências nunca teremos coragem suficiente para nos espor na integra, vivemos em um mundo de ilusões e deve ser essa a lição que esse menino deve estar aprendendo agora, mas quem sou eu para julgar alguém? Faço parte desse mundo e compactuo com muitas dessas máscaras....






"...mas, tudo que eu digo, um dia será poesia..."
(Paulo Leminski)



OBS: Vale lembrar que hoje não é hoje, hoje na realidade é ontem....entendeu?!?!? Confuso???? Sou assim mesmo... o que vale é que hoje é sexta (16/10/09), pois ainda  não dormi ....


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

"Tudo acontece em Elizabethtown..."



Confesso que a primeira vez que assisti TUDO ACONTECE EM ELIZABETHTOWN, não entendi nada, muito menos prestei atenção se existia alguma mensagem.

Não era a hora, não estava conectada ao filme; explicações existem milhares, mas tenho um problema específico com filmes, quando não entendo assisto até ter um bom motivo para critica-lo e foi justamente o que aconteceu nesse caso. Com o tempo percebi a profundidade dos assuntos e dilemas vividos por cada um dos personagens. A realidade é que aprendo um pouquinho mais toda vez que assisto. Em minha concepção a lição de hoje é a que tenho trabalhado com os terapeutas que me ajudam a seguir em frente.


Existem situações que temos que passar ou não, tudo é uma questão de escolha. Não existem certos e errados existem apenas pontos de vista, evemos receber bem até a morte, pois ela  é apenas mais um ciclo que precisa ser vividos em ambos os lados - um dia também iremos morrer mas hoje estamos vivos e precisamos enxergar que ela foi necess´ria para abertura de um novo ciclo de vida- se for necessário sofre, sofra, mas sofra no ponto de vista de se permitir viver o luto, ficar triste e expressar essa tristeza com dignidade de alma, pois a tristeza é criativa. E não se permita a tirar conclusões, pois quando concluimos e nos acomodamos entramos numa área de conforto que é o padrão a que fomos programados

O filme mostra varias situações, grandes e pequenas (dependendo do ponto de vista de cada pessoa) de crise e conflitos, para cada um ela se mostra de uma forma, todas são importantes para cada alma.

Perder o emprego, o pai,o marido, o amigo, a pessoa que amamos, ou estamos apaixonadas, sermos um fracasso profissional ou um ser errante e sem rumo.

Fomos programados a pensar desta forma, para tudo apontamos os certos e errados de acordo com padrões pré-determinados de suposta felicidade.

Ser feliz é ter sucesso, poder, ser famoso, amado ou ter um amor, filhos, pais, amigos, uma esrutura social adequada, ...

Para quem isso trás felicidade?

Estranho pensarmos desta forma, só quem pode saber o que é bom ou não, somos nós mesmo quando nos permitimos  a experimentar e identificar se é bom parar hoje, para amanhã, para sempre ou não.

Ninguém pode nos dar respostas certas e erradas, pois cada um é responsável pelas proprias escolhas, conquistas, perdas...

Tenha certeza apenas de uma coisas, tudo tem suas consequências,  boas ou más; mas o importante é aprender a experimentar e deixar a "Vida te levar..."






terça-feira, 13 de outubro de 2009

"Cariocas não gostam de dias nublado..."


Não adianta, pois realmente não gostamos... e não estou falando sobre supertição, estou falando de estatítica, deveriamos tomar mais cuidado come esses dias, trata-se de algum mecanismo interno ligado a hormônios que existentes  em ambos os sexos, pois todos os cariocas, sem excessão,  ficam mal humorados em dias nulados.

Se alguém se empenhar em fazer pesquisas científicas a esse respeito ganhará o NOBEL DA PAZ, afinal de contas deve ser assunto mundial, mas só percebemos em cariocas, pois somos mais sensíveis, por morarmos em uma das cidades mais tropicais em termos mundiais.

Mas imagina uma pesquisa científica revelando que a falta de dias bonitos causa mau humor exagerado a ponto de mulheres se materem entre si; imaginem um remedinho para isso, o cientista que descobrisse o milagre iria ficar rico, imagina quantas cidadãos do 1º mundo ou países velhos não fariam estoques desse produto. Pena que sou arquiteta e não Cientista, e apenas observo as reações  das pessoas que me cercam  e claro as minhas reações.

Hoje dei um ataque , daqueles, de perereca com minha mãe e vice-versa, e ia dando masi dois outros ataques, sendo: com cliente que ficou de efetuar um pagamento há 15 dias e não o fez até o momento e o outro com minha assessora. Deixando apenas de existir pois um eu mesmo caí em mim e percebi que meu cliente não tem culpa de ter amanhecido nublado, e o outro pois minha assessora me deu calmantes e ajudou-me a tomar consciencia de que estava prestes a explodir novamente.

Tudo bem que a TPM deve estar me atacando e por essas e outras que não vejo a hora de fazer o implante para parar de menstruar, a promessa e garantia de que não terei mais arroubos desastrosos, foi um dos motivos que levou-me a pensar seriamente sobre a questão. Parece um sonho! Não menstruar e ainda levar de brinde BOM HUMOR durante 30 dias do mês e 365 dias do ano, só pode ser milagre da ciência, e estou apostando nesse Milagre, para talvez voltar a ser uma pessoa PAZ e AMOR....

Está dificil, mas nada é impossível....



Exista um outro lado referente a dias nublados, dependendo do que estejmos fazendo eles podem sermuito bons aliados, claro que para isso precisamos de vários itens não encontrados no cotidiano de pessoas normais que precisam trabalhar para pagar as contas, afinal de contas não estamos na novela das 21:00 de Manoel Carlos, onde pobre mora em Buzios....kkk....

Mas cenários  como o  acima precisam de roteiro e trilha sonora especiais, nada comparado a engarrafamentos nas vias expressas do Rio, muito menpos ouvindo pagodinho ao fundo nem combina...precisamos nessa hora contar com o refinamento do Maneco, ninguém melhor que ele para entender o que eu precisava neste momento - queria apenas ser Helena - e esquecer que hoje é dia 13 e tenho contas vencidas no dia 10 para pagar e minha conta está caótica....


Será que foi isso que causou esse abalo meteorológico na Cidade hoje? Pode ser, imagine milhares de cariocas na mesma situação que eu? é possivel....e isso NÃO É GLAMOUR.... e sim a triste realidade da MULHER POSSÍVEL..... NÃO SOMOS MARAVILHA...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

"...Solte a criança que existe dentro de você..."



Não é dificil levarmos essa frase ao pé da letra, ainda mais com a quantidade de ofertas atraente aos olhos adultos que brilham na frente de cada brinquedinho que é lançado.

A febre do momento são os Games interativos, cada vez mais os "adultos" disputam o horário com as crianças - é claro que elas sempre perdem -, afinal de contas as crianças que cresceram apenas de tamanho (em alguns casos, como o meu, apenas na responsabilidade) ainda são donas da palavra final e decidem quem joga o que e qual é o período para cada jogo....kkk....

Apesar de todos os conselhos terapeuticos não abrimos mão de status coneguido por nossos pais, e assumimos o papel de Diitadores das brincadeiras infantis. Não adianta chorar, gritar ou fazer birra, pois qualquer uma dessas gracinhas são capazes de deixar as "pobres criaças indefesas", sem chegar perto da TV por no mínimo uma semana... Somos  crianças que não cresceram com um poder a mais.

Sugiro a seguinte experiência: saia do papel de Criança com poder de Ditador Infantil e apenas observe um grupo de adultos com crianças. A experiência de ser observador é engraçada principlamente na seguinte cena descrita:  uma criança de 9 anos sentada, quieta, esperando sua hora de jogar ou torcendo para que algum dos ditadores desisita e ceda a vez de boa vontade, isso é sempre um milagre, mas a experança e a ultima que morre...

Pior é que essa mesma "crinça indefesa" aprende que o mundo é dos vencedores e que elas levam muitas vantagens sobre nós...claro que isso irrita os "Crianças Adultas com Poder" que encerram a brincadeira na primeira demostração de zombaria da Criança indefesa..


Mas criança é sempre criança, por mais evoluidas que sejam adoram brincar, a vantagem nessa historia é que a cada dia que passa os adultos acabam bincando mais com as crianças, interagindo mais com os filhos e isso torna-se belo a partir do princípio que estamos mais com eles e estamos nos permitindo libertar a criança que existe em nós, seja jogando ou simplesmente levando-as ao cinema; por falar em cinema, o número de adultos nas sessões infantis também tem aumentado, a ponto dos cinemas colocarem sessões extra, em horários para  adultos que se divertem mais que as crianças...


Mas o que importa mesmo é ser Feliz, ser Criança, liberta-se do ser adulto cheio de regras, preconceitos e mentiras... Devemos deixar as crianças nos ensinarem a arte da criatividade, devemos permitir que nos contagiem com suas ilusões e historias fantásticas e só assim faremos do mundo um lugar melhor para se viver.