About

domingo, 21 de fevereiro de 2010

História de vida

Lendo: Viagem a Ixtlan

Ontem comecei a descrever um pouco sobre o livro que estou lendo, porém estou muito a frente sobre os temas que tenho escrito, e como somente ontem despertou o interesse de escrever o que tenho lido a respeito, resolvi ler o livro da seguinte forma:

Leio um capítulo da parte onde estou e retorno um capitulo na frente para relembrar o que já foi lido e reavaliar tudo que foi marcado.

Acordei as 5:00am por estresse, ando muito irriatada com os fatos ocorridos na minha vida e com a ajuda do medicamento para emagrecer as coisas ficam muito exageradas, somado a isso ainda estou em fase de TPM; ou seja, caos total.

Voltando aos capítulos iniciais me deparei com o capitulo que refere-se sobre: Historias pessoais.

Dom Juan afirma a Castaneda que ele deve se livrar das historias pessoais. Ouvindo isso Castaneda se assusta e confesso que eu também, como nos livrarmos de nossas historias pessoais? Passamos anos de nossas vidas fazendo coisas para que se orgulhem de nós e tenhamos justamente uma historia para contar, ou uma historia que contem depois de nossa morte - eu e minha famila costumamos dizer referente a meu pai:

"-Ele não deixou nada, quando faleceu, mas deixou uma história de vida belíssima."

Refletindo sobre o que acabei de contar e sobre o que acabei de reler, me pego com a seguinte frase em minha mente:

"-Quanta Hipocrisia!"

Depois que as pessoas morrem é que as outras falam, fulano teve uma histpria de vida bonita para contar, porém em vida, essa suposta "bonita historia de vida" é um estorvo para carregarmos.

Quantas foram as vezes que alguém já te julgou por um ato que você cometeu, pelo simples fato daquilo ser sua história de vida? E que depois de sua morte, no seu velório, ou em conversas formais de familiares, todos dirão, Fulano deixou uma história para contar.

Na realidade a historia de vida só serve para você manter um comportamento aceitavel perante a sociedade que, se acha no direito de julgar o que é certo e o que é errado, e pior, para sua vida; e em muitos casos somos ainda obrigados a escutar o seguinte ditado:

"Pau que nasce torto, morre torto."

Mas sabe por que esse ditado existe? Porque nós permitimos que existam historias de vida.

Mas o é uma historia de vida?

Uma historia de vida só existe quando uma outra pessoa conhece os fatos, pois essa pessoa passa a ser uma testemunha de que suas palavras são verdadeiras ou mentirosas; dando o direito a mesma de fazer o julgamento que quiser a seu respeito.

Pensando bem, acabamos sendo reféns da história de vida, e relembrando vários exemplos, não só meus, mas de amigos queridos, me deparo justamente com o que Dom Juan explica à Castaneda.

Passamos a vida toda renovando nossas historias pessoais, contando a nossos pais, parentes e amigos, tudo o que fazemos. Por outro lado, se não tivermos historiais pessoais, não existe necessidade de explicações; consequentemente, niguém fica zangado, nem desiludido com nossos atos. E acima de tudo ninguém nos prende com seus pessamentos, pré-conceitos, concebidos e validados todos os dias por cada um de nós.

"-É melhor apagar toda a história pessoal - disse ele  devagar, como que me dando tempo para escrever a meu modo desajeitado -, porque isso nos deixaria livres dos pensamentos estorvantes dos outros." Dom Juan

Mas o que há de errado em alguém conhecer toda sua história de vida?

Mais simples impossível! Uma vez que o conheçam, você é algo que as pessoas têm como certo e, desse momento em diante, não poderá romper com o fio dos pensamentos  delas, ou seja, voltamos ao velho ditado: "Pau que nasce torto, morre torto."

E por mais que você tente mudar, sempre terá alguém que mesmo não conhecendo você desde o seu nascimento, dizendo:

"-Você nasceu assim, não terá como mudar, por mais que você tente, por mais terapia que faça."

Por mais que você modifique seus hábitos, supostamente errados, é só ter um deslize de comportamente para alguém apontar o dedo da condenação.

"-Não vê que já estou mesmo farto de as pessoas acharem que não mereço confiança? -protestei." Castaneda

Eu como Castaneda, estou farta de ser julgada por uma atitude, supostamente errada, que invalida todas as demais, supostamente certas.

Confesso que ando atraída por essa historia de não ter mais Historia pessoal, não tendo tenho só a ganhar. Não tendo história pessoa, nada do que se diga pode ser considerado mentira. O problema da vida contemporânea é que temos que explicar tudo a todo mundo, obrigatoriamente,e ao mesmo tempo conservar a frescura, a novidade daquilo que fazemos.

Dom Juan aconselha que devemos simplesmente mostrar às pessoas o que quisermos mostrar-lhes, poré, sem nunca dizer exatamente como o fez.

Concluo então que só existe duas alternativas: considerermos tudo certo e real ou não. Adotando a primeira alternativa, morremos e matamos um pouco todos os dias. Se adotarmos a segunda e apagarmos nossa historia pessoal, criamos um misterio em nosso entorno, um estado muito emocionante, em que ninguém sabe de onde sairá o coelhinho, nem nós mesmo.

"- Quando nada é certo, permanecemos alertas, sempre atentos - disse ele. - É mais emocionante não saber por trás de qual arbusto o coelhinho está escondido do que se comportar como se a gente soubesse de tudo." Dom Juan.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Viagem a Ixtlan

Lendo Castaneda em sequência:

1) A erva do diabo
2) Uma estranha realidades
3) Viagem a Ixtlan

Os dois primeiros livros são maravilhosos, e cada um com sua experiência mais marcante.

O Primeiro: A erva do diabo - é simplesmente encantador, principalmente para quem gosta de emoções fortes, conta  a historia de um antropólogo que foi fazer uma pesquisa sobre plantas específicas e acaba descobrindo um amigo "louco" e passa pelas experiências mais marcantes de sua vida.

O Segundo: Uma estranha realidade - Castaneda se depara com algumas questões que marcam a vida de qualquer pessoa comum e que tende a vaidade de se permitir ser fraco, e Dom Juan acaba ensinando-o que ser guerreiro e ter o conhecimento pode ser uma terefa complicada e muito perigosa.

O terceiro: Viagem a Ixtlan: me deparo com as entrelinhas dos livros anteriores e o q é pior...

Se antes me achava inoscente como Cataneda, agora percebo que sou muito parecida com ele, mais que inoscente, preparada e programada para ter e ser uma pessoa normal, cheia de problemas de problemas cotidianos que me abalam psicologicamente, fisicamente e espiritualmente.

Infelizmente vivemos em uma época onde o conhecimento dos antepassados ficaram para tras e o que nos serve é apenas o imediatismo da falta de tempo para enxergar as coisas belas da vida e dar-mos a elas o devido valor.

Viagem a Ixtlan - não chegou por acaso as minhas mãos e não estou lendo-o agora por acaso, vários fatores pessoais e conspiratórios (se é que existe essa palavra) me levaram a lê-lo exatamente neste momento dificil de minha vida.

Mas quem não passa por momentos difíceis? Todos nós passamos e o tempo todo; mas há muito tempo não me sentia tão pressionada quanto agora. Ao me deparar com o primeiro capitulo do livro percebo que eu mesmo me coloco dentro desse momento difícil. 

Me livrar dele é dificil, mas não impossível, basta apenas um estalar de dedos a qualquer momento e pré-sispor a aprender uma nova descrição do mundo de maneira convincente e autêntica, e só assim poderei me tornar capaz de obter uma nova percepção do mundo, de acordo com uma nova descrição. Em outras palavras, conseguir ser um igual .

Mas igual a quem?

Igual a um "homem de conhecimento" como é mencionado em Uma estranha realidade; porém, ter conhecimento tras sérias consequencias, então para que embarcar nessa viagem "louca"?

Não sei, só sei de que me dei conta da rotina que é minha vida, apesar de negar; por ser uma rotina diferente, que dá a impressão de não ser uma rotina, mas o fato é que sim, minha vida tornou-se uma rotina! Sei tudo o que irá acontecer e pior não tenho tempo para olhar em volta, pelo simples fato de não querer.

Foi quando me dei conta de que antigamente não me preocupava com nada, pois sabia que a caça viria na hora exata e na medida certa. 

Mas de uma hora para outra comecei a me preocupar demais, dar satisfação demais e aceitar demais ter uma história de vida que me condene e me coloque um peso enorme que não tenho que carregar.

Basta apenas um estalar de dedos para compreender que a vida é mais simples e mais bela do que imaginamos e aos poucos vou tentar passar o que aprendi e tentar aplicar em minha vida, é claro!, o que entendo com as lições de Dom Juan à meu amigo Castaneda (uma pessoa tão parecida comigo).

domingo, 14 de fevereiro de 2010

PAGO E NÃO TENHO DIREITO....

Resido em um predio antigo, sem ordem e agora acabo de perceber sem lei também. Venho sendo privada de direitos básicos garantidos por lei aos cidadãos brasileiros - direito a água potável - e não caro leitor, não é por culpa da CEDAE, muito pelo contrário, apesar de um vazamento na rua, a água tem sido suficiente para o abastecimento de todos os moradores do prédio e da rua em que resido.

Porém um proporietário, por achar a conta muito cara, resolveu na calada da noite fechar o registro e pior trancar a porta de acesso do hidrômetro com um cadeado, sem avisar ninguém.

O é que ao ligar par ao 190 (telefone da policia Militar) me orientatram a ir a uma delegacia, por sorte no fim da rua transversal a que resido tem uma a 21DP; apesar de muito bem atendida e aconselhada pelo inspetor que nao recordo o nome, continuo sem água, pois o inspetor disse que ainda não houve crime e sim um ato arbitrário de um proprietário em fechar mionha água e a de todos.

Orientou-me ainda a entrar com ação judicial, como já havia mencionado com a síndica, mas infelizmente estamos no carnaval e agora só poderei procurar meu advogado e o forum para entrar com uma petição na quinta feira, após o carnaval.

Tudo isso é muito desagradavel, tendo em vista, pagar todos os meus impostos, e contas de condomínio e aluguel; me sinto refém da arbitrariedade de um   proprietário e do descaso da síndica e da administradora de meu apartamento, que após serem informados por escrito nada fizeram a não ser: Sindica (cara de paisagem) e imobiliária (ouvidos de mercador), pois ninguém tomou providências, e sabiam que seria possivel eu passar esses dias todos sem água, que é um genero de primeira necessidade.

Aconselho a todos nunca aluguem apartamentos ou coloquem seus apartamentos para serem administrados pela IMOBILIÁRIA WALDIR ISRAEL que localiza-se a Rua Darke Matos, 116 Lj A , Bairro Higienópolis, Rio De Janeiro, RJ. pois saibam que terão problemas, pois são omissos em seus deveres com os inquilinos, sabem cobrar multas, porém não movem uma palha para resolver problemas.

Quando o apartamento era administrado pela imobiliaria que ficava no centro da cidade esse tipo de coisa não acontecia, pois o administrador era presente, principlamente por seu cliente o dono do apartamento que resido ser dono de, atualmente 05 imóveis, já a imobiliaria Waldir Israel, deixa o circo pegar fogo, quer mais que os inquilinos se matem , o descaso é geral, e minha indignação maior ainda.

Que carnaval é esse? Que país é esse? Que sindica é essa? que administradora de imóveis é essa? que gente sem empatia e amor ao próximo; enquanto todos se divertem no carnaval, eu fico sem água, em casa refém de uma situação desnecessária, se eu não pagasse minhas contas, mas o pior é que pago.

Sem água e sem ter a quem reclamar, quem me defenda, defenda meus direitos de cidadã e pior com mãos e pés atados, pelo descaso com a vida do próximo.... E sendo obrigada a aguardar as horas, minutos e segundos, para o termino do feriado....