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sábado, 20 de fevereiro de 2010

Viagem a Ixtlan

Lendo Castaneda em sequência:

1) A erva do diabo
2) Uma estranha realidades
3) Viagem a Ixtlan

Os dois primeiros livros são maravilhosos, e cada um com sua experiência mais marcante.

O Primeiro: A erva do diabo - é simplesmente encantador, principalmente para quem gosta de emoções fortes, conta  a historia de um antropólogo que foi fazer uma pesquisa sobre plantas específicas e acaba descobrindo um amigo "louco" e passa pelas experiências mais marcantes de sua vida.

O Segundo: Uma estranha realidade - Castaneda se depara com algumas questões que marcam a vida de qualquer pessoa comum e que tende a vaidade de se permitir ser fraco, e Dom Juan acaba ensinando-o que ser guerreiro e ter o conhecimento pode ser uma terefa complicada e muito perigosa.

O terceiro: Viagem a Ixtlan: me deparo com as entrelinhas dos livros anteriores e o q é pior...

Se antes me achava inoscente como Cataneda, agora percebo que sou muito parecida com ele, mais que inoscente, preparada e programada para ter e ser uma pessoa normal, cheia de problemas de problemas cotidianos que me abalam psicologicamente, fisicamente e espiritualmente.

Infelizmente vivemos em uma época onde o conhecimento dos antepassados ficaram para tras e o que nos serve é apenas o imediatismo da falta de tempo para enxergar as coisas belas da vida e dar-mos a elas o devido valor.

Viagem a Ixtlan - não chegou por acaso as minhas mãos e não estou lendo-o agora por acaso, vários fatores pessoais e conspiratórios (se é que existe essa palavra) me levaram a lê-lo exatamente neste momento dificil de minha vida.

Mas quem não passa por momentos difíceis? Todos nós passamos e o tempo todo; mas há muito tempo não me sentia tão pressionada quanto agora. Ao me deparar com o primeiro capitulo do livro percebo que eu mesmo me coloco dentro desse momento difícil. 

Me livrar dele é dificil, mas não impossível, basta apenas um estalar de dedos a qualquer momento e pré-sispor a aprender uma nova descrição do mundo de maneira convincente e autêntica, e só assim poderei me tornar capaz de obter uma nova percepção do mundo, de acordo com uma nova descrição. Em outras palavras, conseguir ser um igual .

Mas igual a quem?

Igual a um "homem de conhecimento" como é mencionado em Uma estranha realidade; porém, ter conhecimento tras sérias consequencias, então para que embarcar nessa viagem "louca"?

Não sei, só sei de que me dei conta da rotina que é minha vida, apesar de negar; por ser uma rotina diferente, que dá a impressão de não ser uma rotina, mas o fato é que sim, minha vida tornou-se uma rotina! Sei tudo o que irá acontecer e pior não tenho tempo para olhar em volta, pelo simples fato de não querer.

Foi quando me dei conta de que antigamente não me preocupava com nada, pois sabia que a caça viria na hora exata e na medida certa. 

Mas de uma hora para outra comecei a me preocupar demais, dar satisfação demais e aceitar demais ter uma história de vida que me condene e me coloque um peso enorme que não tenho que carregar.

Basta apenas um estalar de dedos para compreender que a vida é mais simples e mais bela do que imaginamos e aos poucos vou tentar passar o que aprendi e tentar aplicar em minha vida, é claro!, o que entendo com as lições de Dom Juan à meu amigo Castaneda (uma pessoa tão parecida comigo).

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