Ontem comecei a descrever um pouco sobre o livro que estou lendo, porém estou muito a frente sobre os temas que tenho escrito, e como somente ontem despertou o interesse de escrever o que tenho lido a respeito, resolvi ler o livro da seguinte forma:
Leio um capítulo da parte onde estou e retorno um capitulo na frente para relembrar o que já foi lido e reavaliar tudo que foi marcado.
Acordei as 5:00am por estresse, ando muito irriatada com os fatos ocorridos na minha vida e com a ajuda do medicamento para emagrecer as coisas ficam muito exageradas, somado a isso ainda estou em fase de TPM; ou seja, caos total.
Voltando aos capítulos iniciais me deparei com o capitulo que refere-se sobre: Historias pessoais.
Dom Juan afirma a Castaneda que ele deve se livrar das historias pessoais. Ouvindo isso Castaneda se assusta e confesso que eu também, como nos livrarmos de nossas historias pessoais? Passamos anos de nossas vidas fazendo coisas para que se orgulhem de nós e tenhamos justamente uma historia para contar, ou uma historia que contem depois de nossa morte - eu e minha famila costumamos dizer referente a meu pai:
"-Ele não deixou nada, quando faleceu, mas deixou uma história de vida belíssima."
Refletindo sobre o que acabei de contar e sobre o que acabei de reler, me pego com a seguinte frase em minha mente:
"-Quanta Hipocrisia!"
Depois que as pessoas morrem é que as outras falam, fulano teve uma histpria de vida bonita para contar, porém em vida, essa suposta "bonita historia de vida" é um estorvo para carregarmos.
Quantas foram as vezes que alguém já te julgou por um ato que você cometeu, pelo simples fato daquilo ser sua história de vida? E que depois de sua morte, no seu velório, ou em conversas formais de familiares, todos dirão, Fulano deixou uma história para contar.
Na realidade a historia de vida só serve para você manter um comportamento aceitavel perante a sociedade que, se acha no direito de julgar o que é certo e o que é errado, e pior, para sua vida; e em muitos casos somos ainda obrigados a escutar o seguinte ditado:
"Pau que nasce torto, morre torto."
Mas sabe por que esse ditado existe? Porque nós permitimos que existam historias de vida.
Mas o é uma historia de vida?
Uma historia de vida só existe quando uma outra pessoa conhece os fatos, pois essa pessoa passa a ser uma testemunha de que suas palavras são verdadeiras ou mentirosas; dando o direito a mesma de fazer o julgamento que quiser a seu respeito.
Pensando bem, acabamos sendo reféns da história de vida, e relembrando vários exemplos, não só meus, mas de amigos queridos, me deparo justamente com o que Dom Juan explica à Castaneda.
Passamos a vida toda renovando nossas historias pessoais, contando a nossos pais, parentes e amigos, tudo o que fazemos. Por outro lado, se não tivermos historiais pessoais, não existe necessidade de explicações; consequentemente, niguém fica zangado, nem desiludido com nossos atos. E acima de tudo ninguém nos prende com seus pessamentos, pré-conceitos, concebidos e validados todos os dias por cada um de nós.
"-É melhor apagar toda a história pessoal - disse ele devagar, como que me dando tempo para escrever a meu modo desajeitado -, porque isso nos deixaria livres dos pensamentos estorvantes dos outros." Dom Juan
Mas o que há de errado em alguém conhecer toda sua história de vida?
Mais simples impossível! Uma vez que o conheçam, você é algo que as pessoas têm como certo e, desse momento em diante, não poderá romper com o fio dos pensamentos delas, ou seja, voltamos ao velho ditado: "Pau que nasce torto, morre torto."
E por mais que você tente mudar, sempre terá alguém que mesmo não conhecendo você desde o seu nascimento, dizendo:
"-Você nasceu assim, não terá como mudar, por mais que você tente, por mais terapia que faça."
Por mais que você modifique seus hábitos, supostamente errados, é só ter um deslize de comportamente para alguém apontar o dedo da condenação.
"-Não vê que já estou mesmo farto de as pessoas acharem que não mereço confiança? -protestei." Castaneda
Eu como Castaneda, estou farta de ser julgada por uma atitude, supostamente errada, que invalida todas as demais, supostamente certas.
Confesso que ando atraída por essa historia de não ter mais Historia pessoal, não tendo tenho só a ganhar. Não tendo história pessoa, nada do que se diga pode ser considerado mentira. O problema da vida contemporânea é que temos que explicar tudo a todo mundo, obrigatoriamente,e ao mesmo tempo conservar a frescura, a novidade daquilo que fazemos.
Dom Juan aconselha que devemos simplesmente mostrar às pessoas o que quisermos mostrar-lhes, poré, sem nunca dizer exatamente como o fez.
Concluo então que só existe duas alternativas: considerermos tudo certo e real ou não. Adotando a primeira alternativa, morremos e matamos um pouco todos os dias. Se adotarmos a segunda e apagarmos nossa historia pessoal, criamos um misterio em nosso entorno, um estado muito emocionante, em que ninguém sabe de onde sairá o coelhinho, nem nós mesmo.
"- Quando nada é certo, permanecemos alertas, sempre atentos - disse ele. - É mais emocionante não saber por trás de qual arbusto o coelhinho está escondido do que se comportar como se a gente soubesse de tudo." Dom Juan.
Pensando bem, acabamos sendo reféns da história de vida, e relembrando vários exemplos, não só meus, mas de amigos queridos, me deparo justamente com o que Dom Juan explica à Castaneda.
Passamos a vida toda renovando nossas historias pessoais, contando a nossos pais, parentes e amigos, tudo o que fazemos. Por outro lado, se não tivermos historiais pessoais, não existe necessidade de explicações; consequentemente, niguém fica zangado, nem desiludido com nossos atos. E acima de tudo ninguém nos prende com seus pessamentos, pré-conceitos, concebidos e validados todos os dias por cada um de nós.
"-É melhor apagar toda a história pessoal - disse ele devagar, como que me dando tempo para escrever a meu modo desajeitado -, porque isso nos deixaria livres dos pensamentos estorvantes dos outros." Dom Juan
Mas o que há de errado em alguém conhecer toda sua história de vida?
Mais simples impossível! Uma vez que o conheçam, você é algo que as pessoas têm como certo e, desse momento em diante, não poderá romper com o fio dos pensamentos delas, ou seja, voltamos ao velho ditado: "Pau que nasce torto, morre torto."
E por mais que você tente mudar, sempre terá alguém que mesmo não conhecendo você desde o seu nascimento, dizendo:
"-Você nasceu assim, não terá como mudar, por mais que você tente, por mais terapia que faça."
Por mais que você modifique seus hábitos, supostamente errados, é só ter um deslize de comportamente para alguém apontar o dedo da condenação.
"-Não vê que já estou mesmo farto de as pessoas acharem que não mereço confiança? -protestei." Castaneda
Eu como Castaneda, estou farta de ser julgada por uma atitude, supostamente errada, que invalida todas as demais, supostamente certas.
Confesso que ando atraída por essa historia de não ter mais Historia pessoal, não tendo tenho só a ganhar. Não tendo história pessoa, nada do que se diga pode ser considerado mentira. O problema da vida contemporânea é que temos que explicar tudo a todo mundo, obrigatoriamente,e ao mesmo tempo conservar a frescura, a novidade daquilo que fazemos.
Dom Juan aconselha que devemos simplesmente mostrar às pessoas o que quisermos mostrar-lhes, poré, sem nunca dizer exatamente como o fez.
Concluo então que só existe duas alternativas: considerermos tudo certo e real ou não. Adotando a primeira alternativa, morremos e matamos um pouco todos os dias. Se adotarmos a segunda e apagarmos nossa historia pessoal, criamos um misterio em nosso entorno, um estado muito emocionante, em que ninguém sabe de onde sairá o coelhinho, nem nós mesmo.
"- Quando nada é certo, permanecemos alertas, sempre atentos - disse ele. - É mais emocionante não saber por trás de qual arbusto o coelhinho está escondido do que se comportar como se a gente soubesse de tudo." Dom Juan.
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